(...)
Mitoses, células, energia, abra-cadabra: Vida...
Ao tempo em que se levanta aos poucos. Ao passo que os passos se alargam, as margens dos abismos a se transpor se afastam. A todo o tempo...
Tempo pelo qual passamos apressados, que espera por ser aproveitado. Que espera por entregar respostas Divinas pra cada questão da alma, por mostrar que os prestígios humanos tão fóbicos são inúteis. Que o reconhecimento tão sangrado é desnecessário, que ninguém só em si é bom pra ninguém, nem pra si mesmo. Que a sabedoria necessária anda pelas ruas desprezada, desesperada por ser ouvida e tocada, trocada por conhecimentos absurdamente cíclicos, que iludem e, de tão inexplicavelmente óbvios, escravisam quem os detém.
Tempo que espera parado por ser notado, como uma pedra num rio de humanidades.
(...)
Mitoses, células, abra-cadabra: Vida e morte...
Ao tempo em que se falece aos poucos. Ao passo que os espaço entre passos diminui, o fundo do ultimo abismo se aproxima. A inevitável sentença final da vida vem variavelmente adornada pela dúvida, que quase sempre interna, nunca eterna, aflige e inquieta desde de que se houve sua hipótese:
Pra quê?
A grandeza do mundo faz pequeno quem à concebe. A grandeza do universo faz pequenas as dimensões do mundo. A fúria da vida adoece quem vive, mas a grandeza de Deus, seja Ele quem for, engrandece quem à reconhece...
Pra quê? Dia após dia; noite após noite, lutar, lutar, lutar e lutar; contra si, medos e mundos, escravizar-se ao que se conhece e gastar-se pelo que não se gosta, se tudo é vaidade? Se tudo é em vão e passa?
Estar-se prezo por vontade, servir a quem vence o vencedor, sentir a dor que não dói, querer mais que bem querer. Aceitar incondicionalmente o inaceitável.
"Pelo que vale a pena viver? Pelo que vale a pena morrer?" questionou Don Giovani.
"Gozar a vida com a mulher que ama, pois esta é a sua porção sob o sol" respondeu o sábio Salomão.
AMAR incondicionalmente enquanto há sol... Entregar amor em todas as suas formas. Como poesia, como observação, como loucura sã, como doação, quiçá negação!
Amor em forma de som de piano, de riso, de silêncio! Em forma de movimento e de cansaço. Amor com forma de meia maçã e meia fome, meio gosto e meia satisfação! Meia razão e meio rizo, meio frio e muito calor!
Amor em forma de sacrifício doce, de verdades duras e de sinceridade serena! Em forma de olhar...
Amor que divide pesos e multiplica alegrias. Que se limita e se desdobra... Seja à um e a todos.
Amor além-entendimento. Filéo pra partilha do espaço-tempo. Éros quando tempo inexiste. Ágape além do espaço! Amor em essência e tão somente. SEMPRE!
Pro bom saldo da porção eterna além-sol, resta 'procura-lo' incessantemente e absorve-lo com a mente e alma, enquanto o tempo espera, enquanto se ainda se acha.
Condenar os porquês a sua própria existência inútil. Que do mais, tudo é vaidade e nada!
Isaque Veríssimo, 2009
Wednesday, July 29, 2009
Sunday, November 23, 2008
Poeta x Poesia
(...)
Poeta Eu?
Não faço redondilhas
nem programo rimas
Não me importo se “A” rima com “B”,
nem se “B” rima com “A”.
Nem se “ser”
não rimará com “estar”.
Não me faço de ortografias herméticas
(Nem excluo sua importância)
Uso figuras de linguagem que só conheço de nome.
Minha métrica é a música no headphone...
Enquanto construo,
o que me agrada é o alimento da alma
o verso as avessas, a essência dos mesmos.
Sentenças que deslizam pelos sentidos,
que cheiram e se comportam conforme a própria personalidade
Porque me limitar a grades pré-postas?
Porque entrepor em programas a síntese da essência pura?
Ou me prender em vanguardas passadas?
Poesia, etimologicamente, vem do latim “poésis”, dizendo respeito à forma de construção
Sendo assim sou construtor de versos...
...assim sendo, um poeta.
Antes disso,
prezo por sintetizar essências.
Capturar e traduzir em palavras, o calor das coisas, das cenas que percebo.
As essências que correm soltas a minha volta, em volta do que vejo.
Tatear no escuro do banal pérolas óbvias.
Prezo por ser o que sou
estar aonde estou
sendo,
o que sou, um reflexo do que anseio ser
e onde estou, onde minha alma esta.
Na teoria, me digo então poeta,
mas na pratica, uso de licença poética pra não o ser...
...Poeta Eu?
Prefiro ser uma criança inocente, brincando com num colorido prato dessa sopa de letrinhas.
Entre, sente-se,
sinta-se à vontade
(...)
Isaque Veríssimo
Poeta Eu?
Não faço redondilhas
nem programo rimas
Não me importo se “A” rima com “B”,
nem se “B” rima com “A”.
Nem se “ser”
não rimará com “estar”.
Não me faço de ortografias herméticas
(Nem excluo sua importância)
Uso figuras de linguagem que só conheço de nome.
Minha métrica é a música no headphone...
Enquanto construo,
o que me agrada é o alimento da alma
o verso as avessas, a essência dos mesmos.
Sentenças que deslizam pelos sentidos,
que cheiram e se comportam conforme a própria personalidade
Porque me limitar a grades pré-postas?
Porque entrepor em programas a síntese da essência pura?
Ou me prender em vanguardas passadas?
Poesia, etimologicamente, vem do latim “poésis”, dizendo respeito à forma de construção
Sendo assim sou construtor de versos...
...assim sendo, um poeta.
Antes disso,
prezo por sintetizar essências.
Capturar e traduzir em palavras, o calor das coisas, das cenas que percebo.
As essências que correm soltas a minha volta, em volta do que vejo.
Tatear no escuro do banal pérolas óbvias.
Prezo por ser o que sou
estar aonde estou
sendo,
o que sou, um reflexo do que anseio ser
e onde estou, onde minha alma esta.
Na teoria, me digo então poeta,
mas na pratica, uso de licença poética pra não o ser...
...Poeta Eu?
Prefiro ser uma criança inocente, brincando com num colorido prato dessa sopa de letrinhas.
Entre, sente-se,
sinta-se à vontade
(...)
Isaque Veríssimo
Friday, November 21, 2008
Dia-a-dia
(...)
É o horizonte que encanta.
O longe de hoje
o aqui do amanhã.
De manhã!
Já é outro dia e misericórdia
são passos novos
feitos raros
cada suspiro inspirando seu milagre...
Gira o mundo
Cansadas as pernas
calhadas as circunstâncias
O sono encena o repouso,
enquanto o riso dorme no rosto.
Além do mais, nem o menos é tanto assim
pra que se pare a caminhada
Que separe o agora do depois.
Todo dia é a mesma vida
Toda a vida é Dia-a-dia
É o horizonte que encanta.
(...)
I.V.
Wednesday, October 8, 2008
Razoável
(...)
É razoável
que nem sempre toda razão tenha razão de ser
tampouco que haja alguma emoção racional
ou alguma intenção ponderada rasa
Enquanto se rala o senso pela dúvida
pelo apelo à inteligência matemática,
a lógica chora pelo coração que pensa
que sabe pensar...
Toda razão rateia
Toda emoção ateia
e é raro e necessário.
Nesse digladiar infinito...
num fogo gélido que consome a alma
é raso e extenso, como um eterno flertar cego
como toda razão incompreendida, num existir dissonante
Se não é a razão a emoção de toda lógica
se não toda emoção razão de toda matemática
São coração e lógica
amantes que nunca se dão!
É Razoável...
(...)
I.V.
É razoável
que nem sempre toda razão tenha razão de ser
tampouco que haja alguma emoção racional
ou alguma intenção ponderada rasa
Enquanto se rala o senso pela dúvida
pelo apelo à inteligência matemática,
a lógica chora pelo coração que pensa
que sabe pensar...
Toda razão rateia
Toda emoção ateia
e é raro e necessário.
Nesse digladiar infinito...
num fogo gélido que consome a alma
é raso e extenso, como um eterno flertar cego
como toda razão incompreendida, num existir dissonante
Se não é a razão a emoção de toda lógica
se não toda emoção razão de toda matemática
São coração e lógica
amantes que nunca se dão!
É Razoável...
(...)
I.V.
Saturday, September 20, 2008
7 Kg
( ... )
Leve.
Em alfa
Em off
No centro do nada
No topo do quase
Do não
Do sim
São
E salvo, amén!
Em StandBy
By her
By me!
Assim
Cai do alto
Cai em mim
Sai Dalí
Que outrora aqui,
Pesava e mi
Dó e Sol.
Só e aqui
Leve.
( ... )
I.V.
Leve.
Em alfa
Em off
No centro do nada
No topo do quase
Do não
Do sim
São
E salvo, amén!
Em StandBy
By her
By me!
Assim
Cai do alto
Cai em mim
Sai Dalí
Que outrora aqui,
Pesava e mi
Dó e Sol.
Só e aqui
Leve.
( ... )
I.V.
Monday, September 8, 2008
Vida Colorida
(...)
entrou na tenda!
despiu a roupa que era velha
respirou o ar que já era denso
se deitou no colchão amassado
sorriu um sorriso pintado
fechou os olhos pesados
suspirou um suspiro cansado
verteu das mãos marcadas tremores
das pernas cansadas dores
da alma aturdida esperança e cansaço
um sorriso, um suspiro, um ano de cão
um dia de palhaço.
respeitavél público...
bem vindos ao circo da vida.
(...)
I.V.
entrou na tenda!
despiu a roupa que era velha
respirou o ar que já era denso
se deitou no colchão amassado
sorriu um sorriso pintado
fechou os olhos pesados
suspirou um suspiro cansado
verteu das mãos marcadas tremores
das pernas cansadas dores
da alma aturdida esperança e cansaço
um sorriso, um suspiro, um ano de cão
um dia de palhaço.
respeitavél público...
bem vindos ao circo da vida.
(...)
I.V.
Thursday, August 28, 2008
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